Tavares Bastos e Nelson da Rabeca serão os homenageados da 8ª Flimar

10 de outubro de 2017

A festa literária acontecerá de 25 a 28 de outubro de 2017, no Centro Histórico de Marechal Deodoro

Com um novo formato e tendo um olhar voltado para o sentimento de pertencimento e orgulho deodorense, a Comissão Organizadora da 8ª Festa Literária de Marechal Deodoro decidiu, por unanimidade, homenagear duas importantes personalidades deodorenses. Trata-se de Aureliano Cândido Tavares Bastos e Nelson dos Santos, conhecido como Nelson da rabeca.

Tavares Bastos era advogado, escritor, jornalista, político, nasceu Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul, hoje Marechal Deodoro, em 20 de abril de 1839, e faleceu em Nice, França, em 3 de dezembro de 1875. É o patrono da Cadeira nº 35 da Academia Brasileira de Letras.

Com apenas 36 anos de idade, Tavares Bastos foi considerado o pai do federalismo e deixou um legado intelectual que será lembrado por muitas gerações. Entre suas obras destacam-se: Cartas do Solitário (1862); O vale do Amazonas (1866); Reflexões sobre a imigração (1867); A província(1870); Reforma eleitoral e parlamentar e Constituição da magistratura (1873).

Nelson dos Santos ou Nelson da rabeca, mesmo não tendo nascido em Marechal Deodoro foi na primeira capital que decidiu viver e constituir sua família. Sem ter frequentado escola, portanto, sem saber ler, e sem precedentes musicais na família, Nelson aprendeu a tocar rabeca sozinho, aos 54 anos de idade, ao ver um violino pela televisão.

São diversos os músicos e pesquisadores que, atestando a qualidade dos instrumentos de Nelson, registraram sua admiração e respeito a ele. O musicólogo Wagner Campos, sobre ele, afirmou: “Dominando todos os processos de sua arte musical, do corte da madeira, passando por todas as etapas específicas da construção de cada um de seus instrumentos, até a criação e interpretação de suas próprias composições, Seu Nelson trabalha apoiado em uma sabedoria secular, representando o ponto de chegada de conhecimentos muito antigos trazidos na bagagem dos colonizadores, diminuindo distâncias entre passado e presente, tradição e atualidade”.

10 de outubro de 2017

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